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ARTIGO DE FONOAUDIOLOGIA DO LIVRO:
"(História da Fonoaudiologia no Estado do Rio de Janeiro)"
LOVISE - 2004


Desabafo de uma fonoaudióloga quanto ao acompanhamento do tratamento oral da surdez - Jordelina Montalvão Corrêa

Os pais, quando se deparam com a surdez de seu filho, sabem que o profissional a se buscar é um fonoaudiólogo. Certo? Certo. Só que esses pais não percebem que o profissional de fonoaudiologia precisa ter uma especialidade (linguagem, motricidade oral, audiologia clínica etc.). Para esses pais que acabaram de ser notificados da surdez do filho,tudo para eles, a partir daí, se torna novo e sofrido, pois ter um filho surdo é algo inicialmente muito triste na vida de um casal.

E quanto ao profissional de fonoaudiologia? Como se depara com a patologia surdez? Não dizemos da audiologia clínica, mas da audioeducacional.

Nossa preocupação é buscar respostas ao questionamento sobre o crescente número de profissionais em fonoaudiologia, em detrimento do pequeno número atuando na área audioeducacional.

Constatamos essa realidade há algum tempo, mas acreditávamos ser decorrente da escassa quantidade de cursos de fonoaudiologia no mercado profissional. Atualmente, cresce o número de cursos, mas não o número de fonoaudiólogos atuando no tratamento oral da surdez. Por quê? Será pela pouca informação dessa patologia que a torna por demais controvertida? Não sabemos. Concluímos que essa área está sempre em minoria. Os estudantes que o digam. Dispomos de uma clínica especializada nessa área e encontramos dificuldades em poder formar uma equipe cônscia da necessidade de especialização. E se déssemos um curso? Será que haveria profissionais e estudantes interessados em fazê-lo? Acreditamos que não. Vejam a prova do que estamos afirmando.        

Diante de um grupo de estudantes de fonoaudiologia iniciamos, há pouco tempo, uma palestra perguntando: "Quem se interessa em fazer um curso? Só atendemos crianças surdas em fase precoce". Dois ou três estudantes levantaram a mão, em  um grupo de aproximadamente 150 estudantes. Continuamos a insistir, mais ou menos assim:"Vocês não sabem o que estão perdendo, já que essa patologia é gratificante tanto na parte profissional como na financeira, pois chegam a nós lindos bebês apenas com perda auditiva, os quais irão usar aparelho auditivo, e vocês irão orientar a família a lidar com essa criança no seu dia a dia. Ela fará com vocês uma média de três terapias por semana". E concluímos: "Qual é a outra patologia que faz de três a cinco terapias por semana a cada paciente? No entanto, é importante a segurança do profissional para a família dessa criança, nesse momento de questionamento sobre o tratamento oral da surdez".

No final dessa palestra, em que tivemos a oportunidade de ilustrar com filmes o que falávamos,era grande o número de estudantes interessados em fazer o curso.

Diante da falta de informação que os estudantes de fonoaudiologia têm sobre essa patologia tão gratificante, resolvemos usar todos os nossos recursos profissionais para levar o que pensamos e o que fazemos diante do tratamento oral da surdez. Pretendemos divulgar o livro da Metodologia que desenvolvemos nas faculdades que aceitarem o encontro gratuito com seus estudantes.

Pretendemos nesses encontros:

  • Realizar uma palestra voltada para os estudantes que aborde a Metodologia, os recursos utilizados, o material desenvolvido para cada estágio do tratamento e filmes de pacientes tratados pela referida Metodologia.
  • Presentear cada estudante com uma revista de divulgação da Metodologia.
  • Convidar um colega da área de audioclínica  para falar sobre a importância do uso do aparelho auditivo no tratamento oral da surdez.
  • E, para concluir, os estudantes que estiverem assistindo à exposição terão a oportunidade de conversar com surdos oralizados, na metodologia, de diversas idades, para tirar suas dúvidas sobre o trabalho elaborado com eles.

Esses estudantes apenas contribuirão com dois ou três quilos de alimentos não perecíveis. Esperamos que as faculdades aceitem nossa proposta, para que se possa apresentar um trabalho moderno e sério no campo da fonoaudiologia e,quiçá, estar mudando essa realidade.

Estive do dia 16 a 24 de setembro de 2002 em busca de novos conhecimento para melhorar a qualidade de vida de meus pacientes. Fiz um estágio em tempo integral (9:30 às 16:30 horas) na University of Miami Ear Institue Division of Audiology. Esse estágio visou a observar inúmeros pacientes após cirurgia de Implante Coclear, os resultados e as terapias de reabilitação.  Gostaria de fazer esse relato a todos os pais, inclusive os de ex-pacientes.

REPORTAGEM DE MEDICINA DA REVISTA
"SAÚDE! é Vital " FEVEREIRO DE 2007

 

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