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Gabriel Disacusia?  Hipoacusia?  Criança surda?  Deficiente auditiva?  Com perda auditiva?  Qual é o termo mais adequado?  Esses termos são amplos, pois trata-se de alguém que não ouve.  Mas não ouve o quê?  Trovões, buzinas de carros, batidas de porta, batidas na porta, vozes de pessoas, sons de animais, sons ambientais, músicas, etc?

As variações individuais em relação à perda auditiva são infinitas. Há crianças que ouvem trovões, batidas de portas, outras ainda conseguem ouvir a voz humana, mas apresentam dificuldade para entendê-la e discriminá-la. O que varia, portanto, é a capacidade auditiva de cada uma.

Quando os pais, por algum motivo, suspeitam que sua criança tem algum comprometimento auditivo, são geralmente orientados pelo médico pediatra para realizar um exame audiológico com especialista, o qual mostrará se a criança tem ou não alguma perda auditiva e, em caso positivo, em que grau.

Numa avaliação audiológica, obtemos uma visão gráfica da audição, que pode ser normal ou ter uma perda, de leve a profunda.

Quando o diagnóstico médico diz que a criança não tem uma audição normal, mas sim uma perda auditiva, isto significa uma diminuição na capacidade de escutar.

A unidade de intervalo de potência que mede a intensidade dos sons chama-se "Decibel" (dB). Ele mede a intensidade do som, como o metro mede o tamanho físico dos objetos.

Por exemplo, um som muito intenso corresponde à 120 dB, enquanto um som fraco, pouco intenso, corresponde à 20 dB.  Uma conversa numa intensidade normal corresponde, aproximadamente, à 60 dB, se for alta, acima de 70 dB, e a baixa em torno de 30 dB.

O grau de perda auditiva é dividido em categorias: de "leve" à "profunda".  As características dessa perda variam de caso a caso, podendo ser, também, unilateral (atingindo só um dos ouvidos), ou bilateral (atingindo ambos).

A criança com perda auditiva deverá apresentar dificuldades na aprendizagem da linguagem oral, dificuldades na escola, etc, tanto mais intensas quanto maior for o grau.  Assim, uma criança - com perda auditiva moderada - apresentará precário entendimento na conversação, dificuldade no uso da linguagem oral, vocabulário limitado, etc.  Já uma criança - com perda auditiva profunda - apresentará impossibilidade no desenvolvimento espontâneo da fala e da linguagem oral.  Se não tiver um atendimento adequado se tornará, além de surda, muda.

A Metodologia Áudio + Linguagem Oral é apenas uma das opções de tratamento disponível para os pais quando têm que enfrentar a escolha dentre as diversas linhas de tratamento que deverão adotar para sua criança.

Essa Metodologia é oral, multisensorial e visa a um trabalho sistemático, abrangendo treino auditivo, voz, fala (articulação da fala) e linguagem oralizada a partir da estimulação precoce.

O desenvolvimento do Método baseia-se em quatro fatores fundamentais no progresso do tratamento: A Criança, O Aparelho Auditivo, A Família e A Fonoaudióloga.

Texto retirado do livro"Surdez e o Método Áudio+Linguagem Oral"- de sua autoria.